Avaliação
A avaliação no CEMES não consiste num momento estanque do planejamento e desenvolvimento das atividades, e sim em sua parte integrante e consequente, abrangendo todas as facetas do ato de educar. Para tanto, o conceito de “Zona de desenvolvimento proximal” (VYGOTSKY) aponta para a necessidade de uma avaliação com caráter diagnóstico e prospectivo, que favoreça a interferência do professor nos casos necessários para que o aluno reconstrua e reelabore seus conhecimentos. Nessa perspectiva, a Escola entende que ao avaliar os alunos, está avaliando também o seu projeto pedagógico, fazendo assim os ajustes necessários em busca do sucesso escolar de seus educandos.
Com a finalidade de legitimar sua concepção acerca da avaliação e com isso garantir a formação moral, intelectual, espiritual e cultural de suas crianças, o CEMES utiliza os seguintes instrumentos:
- Autoavaliação diária: é o momento de reflexão sobre o dia, segundo critérios estipulados pela própria turma, que visa desenvolver no aluno a autocrítica e o sentimento de que “no dia seguinte ele pode se tornar uma pessoa ainda melhor”. Esta avaliação, embora não tenha um caráter quantitativo na nota da criança, é um instrumento bastante valorizado pela Escola, que acredita que a avaliação se dá num processo constante de desenvolvimento.
- Avaliação de Grupo (bimestral): este instrumento é utilizado pelo Ensino Fundamental e visa oportunizar a troca de saberes entre os alunos. A turma é dividida em grupos para realização de uma tarefa (1º bimestre: desafios de lógica, raciocínio dedutivo e percepção; 2º bimestre: elaboração de um Jogo; 3º bimestre: seminário dos conteúdos; 4º bimestre: FENATURARTE – Feira da Natureza e da Arte). A nota final deste instrumento é sempre o resultado da avaliação do professor (8 pontos), mais a autoavaliação do grupo de trabalho (2 pontos), sob critérios também decididos pela turma em assembléia.
- Avaliação Individual (bimestral): a exemplo da Avaliação de Grupo, este instrumento também é voltado para o segmento de Ensino Fundamental e é uma “prova” interdisciplinar, onde os conceitos não aparecem fragmentados e nem setorizados pelas disciplinas. Nesta ocasião, o aluno recebe uma “apostila de exercícios” (que é a própria avaliação) e cada turma direciona esta tarefa de acordo com suas necessidades. Durante a realização desta avaliação, cuja duração é de uma semana, o aluno é levado a pesquisar suas respostas nos materiais que ficam expostos na sala, bem como em seus cadernos e livros, recebendo também e, sempre que necessário, o apoio do professor para responder e demonstrar seus conhecimentos acerca dos conteúdos trabalhados. Nessa perspectiva, a Escola tem como premissa a seguinte frase “Se a prova não serve para ensinar, ela não serve para mais nada!”
- Relatório (bimestral): este documento visa mapear o desenvolvimento do aluno, apontando sua evolução nos aspectos cognitivo, social, afetivo e emocional. Ele é dividido em três partes: Conceitos Desenvolvidos, em que a professora pontua os conteúdos trabalhados durante o bimestre; Atividades Realizadas é o relato minucioso da forma como os conceitos trabalhados foram desenvolvidos no período e O Aluno no Projeto que é a descrição de como a criança se mostrou frente aos desafios propostos no bimestre. Esta avaliação é realizada em todos os segmentos da Escola.
- Autoavaliação bimestral: também utilizada em todas as turmas. Este instrumento tem por finalidade levar o aluno a refletir sobre aspectos formativos de seu desenvolvimento (são dez itens como: assiduidade, pontualidade, cuidado e zelo...). Na Educação Infantil, o parecer do aluno se dá através do “smile” (carinhas), e no Ensino Fundamental as crianças se dão notas (de zero a um) para cada critério do documento, perfazendo um total de dez pontos na avaliação.
O resultado bimestral do educando (Ensino Fundamental) é, portanto, a média das notas atribuídas à Avaliação de Grupo, Avaliação Individual e Autoavaliação bimestral. |