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Programação*

Local: Fundação Mokiti Okada - M.O.A.
Endereço: Rua Morgado de Mateus 77, Vila Mariana - São Paulo - SP - Brasil
Informações: conferencia2008@fmo.org.br telefone: (11)5087-5169/5134

Domingo, 24 de agosto de 2008

Cerimônia de abertura
18h

Composição da Mesa - representantes da PUC, FMO, Fundação Japão e ABEJ — Mediador Prof. Dr. Frank Usarski

18h30 — 19h15 Celia Sakurai SAKURAI, Celia - Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), coordenadora do Grupo de Trabalho “Migrações Internacionais” da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) e coordenadora acadêmica do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil. É autora de diversas publicações sobre o tema da imigração japonesa. Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (Brasil) Convivência e mudanças: uma reflexão sobre os nipo-brasileiros Convivência e mudanças: uma reflexão sobre os nipo-brasileiros
Resumo: A história de 100 anos no Brasil é também a história de pelo menos três gerações de descendentes e, portanto, de mudanças culturais decorrentes do convívio com os brasileiros ao longo destes anos. A reflexão sobre o processo de formação de uma cultura nipo-brasileira recai sobre a questão polêmica em torno da manutenção da cultura japonesa, tão propalada durante as comemorações do centenário da imigração. Mais importante seria falar sobre a maneira como os imigrantes japoneses foram transformando a sua cultura de origem na cultura nipo-brasileira à medida que o seu contato com a sociedade brasileira foi se aprofundando. Em pelo menos dois aspectos cruciais na vida de qualquer pessoa estas mudanças ficaram visíveis: nos padrões de família e no uso da língua. Este é o objetivo da apresentação.
19h15 — 20h Alexandre Ratsuo Uehara UEHARA, Alexandre Ratsuo - é Mestre (1995) e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2001). No Japão foi pesquisador visitante na Universidade Keio (1993) e na Universidade Sophia (1999-2000). Atualmente é professor de relações internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco, Membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional / USP e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP. Além disso é Presidente da Associação Brasileira de Estudos Japoneses (ABEJ). Entre suas publicações encontram-se a coletânea Estudos Japoneses no Brasil. São Paulo (1998) e artigos como Relacionamento Brasil-Japão: história, análise e perspectivas (2005). Faculdades Integradas Rio Branco (Brasil) Estudos das religiões japonesas no Brasil: quase 100 estudos acadêmicos Estudos das religiões japonesas no Brasil: quase 100 estudos acadêmicos
Resumo: O Brasil é um país com uma grande miscigenação étnica, o que contribuiu para a disseminação de influências religiosas de diferentes culturas. O catolicismo é a religião predominante, representando 73,8% da população segundo o senso do IBGE (2000), mas um variado leque de outras religiões também estão presentes no país dividindo e compartilhando fiéis no território brasileiros. Nesse ambiente plural estão também as religiões japonesas, destacando-se como as de influências mais antigas: o Xintoísmo (Shintô) e o Budismo (Bukkyô). Contudo, as religiões nipônicas não se restringem a elas, há também uma importante presença das denominadas novas religiões. Interessantes trabalhos sobre o tema das religiões japonesas no Brasil já foram desenvolvidos, mas ainda são poucos. A partir de registros de teses e dissertações relevantes no banco de dados da CAPES e outras fontes afins o paper esboçará a situação atual da pesquisa sobre religiões japonesas até então realizadas.
20h Coquetel de Abertura

 

Segunda-feira, 25 de agosto de 2008 ( cada fala = 45 minutos + 15 minutos de debate)

PAINEL: Religiões Japonesas no Brasil do ponto de vista de pesquisa acadêmica – problemas e desafios — Mediador Prof. Dr. Rafael Shoji
9h — 10h Frank Usarski USARSKI, Frank - é Doutor (1987) na área de Ciência da Religião pela Universidade de Hannover (Alemanha). Até 1992 foi integrante do corpo docente do Programa de Ciência da Religião da mesma Universidade. Entre 1992 e 1997 participou como cientista da religião da formação de professores escolares em Ética na Faculdade de Pedagogia de Erfurt. Desde sua chegada ao Brasil em 1998 faz parte do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP. É fundador e coordenador da Revista de Estudos da Religião (REVER) e líder do grupo de pesquisa Centro de Estudos de Religiões Alternativas de Origem Oriental no Brasil (CERAL). Entre suas atividades acadêmicas mais recentes destacam-se a pesquisa, o ensino e diversas publicações sobre as Religiões Orientais, entre elas a coletânea “O Budismo no Brasil (2002) e artigos como O dharma verde-amarelo mal-sucedido - um esboço da situação acanhada do Budismo (2004), Conflitos religiosos no âmbito do budismo internacional e suas repercussões no campo budista brasileiro (2006), O Momento da Pesquisa sobre o Budismo no Brasil: Tendências e Questões Abertas  (2006) e “The Last Missionary to Leave the Temple Should Turn Off the Light” Sociological Remarks on the Decline of Japanese “Immigrant” Buddhism in Brazil (2008). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil) A pesquisa sobre Religiões Japonesas no Brasil do ponto de vista da Ciência da Religião Brasileira A pesquisa sobre Religiões Japonesas no Brasil do ponto de vista da Ciência da Religião Brasileira
Resumo: A palestra resumirá o status atual da pesquisa de religiões japonesas no país do ponto de vista especifico da Ciência da Religião. Serão levantados avanços e déficits na área bem como as razões históricas, estruturais, institucionais e epistemológicas responsáveis por lacunas de pesquisas sobre assuntos afins.
10h — 10h30 Coffee Break
10h30 — 11h30 Ronan Alves Pereira PEREIRA, Ronan Alves - é mestre em Antropologia Cultural pela Universidade de Tóquio (1988) e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Atualmente é Teaching Assistant (Tutor) da Victoria University of Wellington (Nova Zelândia) e professor titular da Universidade de Brasília. Atua principalmente nos seguintes temas: Antropologia da religião, Transplantação religiosa, Budismo, Religiões japonesas no Brasil, Novas religiões japonesas e Milenarismo. Realizou pesquisa extensa sobre religiões japonesas no Japão e outras partes do mundo da qual derivaram diversas publicações entre elas o livro Spirit Possession and Cultural Innovation: the Religious Experience of Miki Nakayama and Nao Deguchi (1992), a coletânea (organizada junto com Hideaki Matsuoka) Japanese Religions in and Beyond Japanese Diáspora (2007) bem como artigos sobre o Budismo no Brasil como Transplantation of Soka Gakkai to Brazil: Building “The Closest Organization to the Heart Of Ikeda-Sensei” (2008) Universidade de Brasília (Brasil) Pesquisa e Militância no Contexto das Religiões Japonesas no Brasil Pesquisa e Militância no Contexto das Religiões Japonesas no Brasil
Resumo: Muitas religiões brasileiras, no primeiro lugar a Igreja Católica, têm estabelecido seu próprio sistema educacional, editoras particulares e outros meios próprios de comunicações. como uma espécie de reação contra a hegemonia crescente do discurso cientifico e como estratégia de interferir nele. Baseada nessa observação, o paper discutirá a situação de religiões japonesas estabelecidas no Brasil, especificamente os esforços de educar seus membros no sentido de um treinamento espiritual em instituições próprias assim buscando legitimidade social e espaços propícios para a divulgação das suas mensagens religiosas. Tal dinâmica será exemplificada mediante reflexões sobre o ramo brasileiro do movimento neo-budista Soka Gakkai Internacional. 
11h30 — 12h Debate final
12h — 14h Intervalo para o Almoço
PAINEL: Religião e imigração na perspectiva japonesa — Mediadora Profa. Dra. Neide Nagae
14h — 15h Rafael Shoji SHOJI, Rafael - é mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000), doutor em Ciência da Religião pela Universidade Leibniz, Hannover, Alemenha (2004) e pós-doutorado em Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006). Atualmente é fellow pela Fundação Japão e pesquisador visitante no Instituto para Religião e Cultura da Universidade Nanzan (Nagóia). Sua pesquisa tem ênfase em imigração, etnicidade e formas contemporâneas do Budismo e Cristianismo. Sua bibliografia traz diversos títulos imediatamente relevantes para a conferência, por exemplo: Buddhism in Syncretic Shape: Lessons from Shingon in Brazil (2003); Rituais Sincréticos e Alimentação entre os Cristãos Ocultos no Japão (2005); Continuum Religioso Nipo-Brasileiro: O Caso do Budismo Cármico da Shingon (2006), The Decline of Shinto Nationalism and the Rise of Nikkei Catholicism among Japanese Brazilians (2008). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil) Religiões entre Brasileiros no Japão: Estrutura e Disseminação de Redes Sociais Cristãs Religiões entre Brasileiros no Japão: Estrutura e Disseminação de Redes Sociais Cristãs
Resumo: Após uma contextualização dos fluxos imigratórios entre o Japão e o Brasil, a apresentação se concentrará na história e sociologia do Cristianismo entre os nipo-brasileiros. O Catolicismo brasileiro seguiu a tendência de subsistuir o Xintoísmo como religião de pertencimento nacional nas novas gerações nikkei, mas dados recentes sobre as religiões brasileiras no Japão indicam o crescimento do movimento pentecostal entre os decasségui. Seguindo uma perspectiva téorica dada pela economia das religiões e por redes sociais, buscam-se as principais explicações para o crescimento pentecostal, das quais se destacam as seguintes: 1. os grupos pentecostais se disseminam eficientemente através de redes sociais compostas por imigrantes brasileiros, a partir da abertura de templos para atendimento otimizado da demanda, enquanto o Catolicismo japonês tem poucos padres brasileiros; 2. os movimentos neopentecostais apresentam um baixo nível de tensão étnica e incorporam expectativas de resultados que a maior parte dos adeptos tem buscado na religião, enquanto a religiosidade brasileira tem pouco espaço dentro do Catolicismo japonês ; 3. o Pentecostalismo, através de redes de assistência e pelo oferecimento da conversão evangélica como forma de lidar com as situações de crise que o imigrante brasileiro sofre no Japão, tem suprido um papel social que tem sido desempenhado por poucas estruturas sociais transplantadas ou grupos de apoio oferecidos. Adicionalmente, em alguns grupos pentecostais pode ser notado que a organização é um fator importante na sua expansão: as células de multiplicação dentro da comunidade étnica tem mostrado a tendência de recriação da família estendida como forma de preservar a cultura brasileira. Ao final são apontadas algumas tendências referentes ao futuro do Cristianismo e de outras religiões entre os brasileiros no Japão, tendo-se em vista a plausibilidade delas no contexto japonês.
15h — 16h Regina Yoshie Matsue MATSUE, Regina Yoshie – doutora em Relações Internacionais, sub-área Comunicação Intercultural pela Universidade de Tsukuba, Japão (2006). Mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (1998) e Mestre em Estudos de Área pela Universidade de Tsukuba, Japão (2002). Atualmente é Postdoctoral Fellow na Universidade Nacional de Cingapura. Realizou pesquisa de campo de diversos grupos de religiões japonesas no Brasil, Japão e Austrália tendo alguns artigos publicados em português e inglês: “O Budismo da Terra Pura em Brasilia” (2002), “A Expansão Internacional das Novas Religiões Japonesas: Um Estudo Sobre a Igreja Messiânica Mundial no Brasil e na Austrália” (2002), “Overseas Japanese New Religion: The Expansion of Sekai Kyuseikyo in Brazil and Australia” (2003), “The Religious Activities among Japanese-Brazilian Dual Diaspora in Japan” (2006). Universidade Nacional de Cingapura (Cingapura) Religião e Participação Social no Contexto Diaspórico dos Brasileiros no Japão Religião e Participação Social no Contexto Diaspórico dos Brasileiros no Japão
Resumo: Este artigo busca refletir sobre as atividades religiosas de três grupos – os messiânicos, os católicos, e os membros da Soka Gakkai – entre os brasileiros no Japão. Ao mesmo tempo, visa analisar o significado que estas práticas representam para os membros brasileiros no contexto diaspórico. Por um lado, as doutrinas e práticas dos três grupos são completamente distintas, oferecendo instrumentos diferenciados de transformação e adaptação dos seus membros na socidedade japonesa. Por outro lado, apesar destas diferenças, os grupos representam de forma semelhante o local de suporte, socialização e pertencimento para seus membros que se sentem alienados no contexto migratório, sendo para muitos uma forma elementar de participação e cidadania.
16h — 16h30 Debate final

 

Terça-feira, 26 de agosto de 2008 (cada fala = 45 minutos)  

PAINEL: Religiões Japonesas em contextos ocidentais – Mediador Prof. Dr. Frank Usarski
9h — 10h Michael Pye PYE, Michael - nasceu em 1939 na Inglaterra e estudou Línguas Modernas e Teologia na Universidade Cambridge (1958-1961). Durante os seguintes cinco anos realizou pesquisas de campo no Japão. A partir de 1967 trabalhou como professor de Ciência da Religião nas universidades inglesas de Lancaster e Leeds onde adquiriu o título de Doutor (Ph.D.). Em 1982, tornou-se Professor de Ciência da Religião na Universidade de Marburg/ Alemanha. Entre 1995 e 2000 foi presidente da International Association for the History of Religions (IAHR). Depois da sua aposentadoria em 2005 mudou-se para o Universidade Otani, Kyoto, Japan. Em junho de 2008 voltará para a Universidade de Marburg com a qual é ainda vinculado como professor emérito. É editor geral do e-periódico Marburg Journal of Religion. Sua ampla bibliografia  contém publicações em inglês, alemão e japonês, entre elas títulos como The transplantation of religions (1969), Diversions in the interpretation of Shinto (1977), An Asian starting point for the study of religion (1992), National and international identity in a Japanese religion (1994), Shinto, primal religion and international identity (1996). Universidade de Marburg (Alemanha) A transplantação de religiões japonesas para América Latina do ponto de vista do Japão com referência especial ao Brasil A transplantação de religiões japonesas para América Latina do ponto de vista do Japão com referência especial ao Brasil
Resumo: Diversas religiões japonesas têm uma longa história de contatos com América Latina tanto com países de língua espanhola quanto com o Brasil. Esse intercâmbio levou a projetos de tradução, atividades em prol da formação de missionários, inúmeras visitas de representantes dos grupos envolvidos e uma série de trabalhos educacionais inclusive no próprio Japão. Baseada em pesquisas de campo recentemente realizadas no Japão o paper analisará a respectiva situação de uma série de religiões japonesas, em especial do Budismo Shin como a denominação tradicional budista mais forte, e da Tenri-kyô como exemplo paradigmático de uma religião moderna ou “nova” de origem japonesa. 
10h — 10h30 Coffee Break
10h30 — 11h30 Kenneth K. Tanaka TANAKA, Kenneth K - depois da sua graduação em Antropologia Cultural na Universidade de Stanford (EUA) em 1970 mudou-se para o Japão onde fez mestrado em Filosofia Indiana pela Universidade de Tókio e foi ordenado como sacerdote da corrente budista japonesa Jodo Shinshu (1978). De volta nos Estados Unidos obteve seu título de doutor (Ph.D.) em Estudos Budistas na Universidade da Califórnia, Berkeley e foi contratado pela mesma universidade como especialista em Budismo Japonês. Em 1998 tornou-se professor da Musashino University, Tókio, onde é atualmente Diretor do Instituto e Cultura Budista. Além disso Presidente da Associação Interncional de Estudos do Budismo Shin of the International Association of Shin Buddhist Studies e participa regularmente das sessões do International Buddhist-Christian Theological Encounter na universidade de Purdue, West Lafayette, EUA. Entre as diversas publicações encontram-se monografias como Ocean: An Introduction to Jodo Shinshu Buddhism in América (1997) e Pure Land Buddhism: Historical Development and Contemporary Manifestation (2004) bem como coletâneas co-editadas como The Faces of Buddhism in América (1998) e Engaged Pure Land Buddhism (1998). Universidade de Musashino, Tóquio (Japão) O Budismo Japonês nos EUA. A tensão entre identidade étnica e ensinamentos universais O Budismo Japonês nos EUA. A tensão entre identidade étnica e ensinamentos universais.
Resumo: Antes da Segunda Guerra Mundial, alguns políticos norte-americanos acusavam os templos do Budismo Japonês nos Estados Unidos de serem lugares de culto ao Imperador Japonês refletindo o forte sentimento discriminatório a respeito dos imigrantes e descendentes japoneses estabelecidos na Costa Oeste do país. Naquele ambiente social, templos budistas serviram não apenas como centros religiosos, mas também como refúgios sociais para imigrantes japoneses e seus descendentes. Especialmente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, há esforços por parte das tradicionais instituições budistas japonesas nos Estados Unidos para cumprir sua função como entidades religiosas em prol de divulgação de uma mensagem universal que transcende limitações étnicas. Os resultados são ambíguos uma vez que os templos não conseguiram se liberar da sua herança étnica. O paper descreverá algumas das tensões entre as tendências étnicas e os ideais universais do Budismo e diferentes estratégias para superá-las. Acredita-se que a reflexão sobre a situação particular nos Estados Unidos serve como uma referência para o estudo comparado geral sobre religiões japonesas em países ocidentais.
11h30 — 12h30 Cristina Rocha ROCHA, Cristina - doutora em Antropologia pela Universidade de Western Sydney (Austrália) é atualmente Australian Research Council Postdoctoral Fellow da Universidade de Western Sydney (Austrália). Previamente foi professora do departamento de Antropologia da Australian National University e da Universidade de Western Sydney. Em 2000 foi fellow da Fundação Japão e foi pesquisadora visitante do Museu Nacional de Etnologia de Osaka. É autora do livro Zen in Brazil: The Quest for Cosmopolitan Modernity (2006) e vários artigos sobre o Budismo no Ocidente e no Brasil, entre eles Being a Zen Buddhist Brazilian: Juggling Multiple Religious Identities in the Land of Catholicism (2004) e All the Roads Come from Zen: Busshinji as a Reference to Buddhism in Brazil (2008). Universidade de Western Sidney (Austrália) Sôtô Zenshû no Brazil: A Creolização de Práticas Cotidianas Sôtô Zenshû no Brazil: A Creolização de Práticas Cotidianas
Resumo: Devido a sua boa reputação entre ocidentais adquirida no decorrer do século XX, Sôtô Zenshû foi a primeira escola budista japonesa no Brasil que atraiu membros sem ascendência japonesa.  Desde as obras de D.T. Suzuki e outros membros da “Escola de Kyoto” até o zen-boom nos anos 1960 nos Estados Unidos, Zen foi idealizado como a religião japonesa quintessencial refletindo a cultura japonesa na sua totalidade. Mediante literatura, missionários, imigrantes e praticantes, essa imagem estereotipada foi importada para o Brasil sendo um país predominantemente católico. Ao mesmo tempo  diversos imigrantes converteram-se para o catolicismo, alguns ainda antes da sua saída do Japão. Mais recentemente, o Budismo em geral e o Zen, em particular, desfrutou de um ressurgimento devido a popularização da espiritualidade no ambiente da Nova Era.  O paper parte da hipótese de que esse campo religioso pluralista tem promovido práticas de “creolização”. Os dados a serem apresentados demonstram os diversos caminhos através dos quais imigrantes japoneses e seus descendentes têm aplicado o “vocabulário” religioso brasileiro à sua “gramática” budista enquanto o vocabulário budista de convertidos sem ascendência japonesa alimenta-se de outras sintaxes, inclusive a católica e a oriunda da espiritualidade da Nova Era.
12h30 — 14h Intervalo para o Almoço
PAINEL: Novos movimentos religiosos japoneses no Brasil — Mediadora Profa. Ms. Ediléia Diniz
14h — 15h Hideaki Matsuoka MATSUOKA, Hideaki - é doutor em antropologia (Ph. D.) pela Universidade de  Califórnia, Berkeley, EUA (2000). Atualmente é professor de comunicação internacional na Universidade Shukutku, Saitama, Japão, e de antropologia e de estudos latino-americanos na Universidade de Tókio. É autor de diversas publicações em inglês e japonês sobre religiões japonesas no Brasil entre elas o artigo Hierarchy and Identity: On a Japanese New Religion’s Strategy of Maintaining Japaneseness in Brazil   (2004), a monografia Japanese Prayer below the Equator: How Brazilians Believe in the Church of World Messianity (2007) e a coletânea (organizada junto com Ronan Alves Pereira (2007) Japanese Religions in and beyond the Japanese Diaspora. Universidade de Shukutoku(Japão) Conversão à Igreja Messiânica Conversão à Igreja Messiânica
Resumo: A Igreja Messiânica Mundial, fundada por Okada Mokiti (1882-1955), foi introduzida para o Brasil em 1955. Desde então a igreja tem constantemente aumentado o número dos seus seguidores. Atualmente afirma que possui mais que 300.000 membros dos quais 95% são brasileiros sem ascendência japonesa. Com o objetivo de explicar esse crescimento fora da comunidade étnica o paper focará na continuidade e descontinuidade entre a Igreja Messiânica Mundial e o Espiritismo brasileiro.

 

15h — 16h Suzana Ramos Coutinho Bornholdt BORNHOLDT, Suzana Ramos Coutinho - Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000) e mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é doutoranda no departamento de Religious Studies da University of Lancaster (Inglaterra). É pesquisadora do Núcleo de Estudos da Religião / NUR (PPGAS) da Universidade Federal de Santa Catarina. Seu foco de pesquisa é na área de missões, tendo estudado previamente missões cristãs na Internet e também as perspectivas milenaristas/missionárias das Testemunhas de Jeová. Atualmente pesquisa as estratégias de missão do budismo leigo da Soka Gakkai no sul do Brasil.. Universidade de Lancaster (GB) Soka Gakkai no Brasil: Budismo, Recrutamento ou Marketing? Soka Gakkai no Brasil: Budismo, Recrutamento ou Marketing?
Resumo: Este paper, resultado parcial de uma pesquisa de campo antropológica realizada prioritariamente no sul do Brasil, busca oferecer uma perspectiva que busca o entendimento do modo como a Soka Gakkai cria inovativas estratégias de interpretação e acomodação em um campo religioso específico, se apresentando para o Brasil como uma ONG e não como um grupo religioso. O modo contraditório como a BSGI (Brasil Soka Gakkai Internacional) se utiliza da imagem e da prática de ONG responde a necessidades específicas do próprio grupo de recrutamento e o mantenimento de seus membros. Este artigo visa mostrar as ambiguidades de um grupo que responde às necessidades de um país imerso em imensas desigualdades sociais mas que, ao mesmo tempo, se utiliza deste processo como uma eficiente estratégia de marketing e um plano de ação para recrutar novos membros.
16h — 17h Peter Clarke CLARKE, Peter - é professor emérito de História e Sociologia da Religião no King's College, Universidade de Londres e atualmente integrante do corpo docente da Faculdade de Teologia da Universidade de Oxford (GB) onde leciona Antropologia da Religião. É também membro do “Common Room” no Wolfson College, Oxford, e professor honorário na Universidade de Birmingham. Além disso, deu cursos em universidades da África, Brazil e Japão. Entre seus projetos de pesquisa encontram-se estudos comparativos sobre Novos Movimentos Religiosos, especialmente os de origem japonesa. É fundador e co-editor  do renomado Journal of Contemporary Religion. Universidade de Oxford (GB) Brasil: a porta de entrada para a expansão das Novas Religiões Japonesas na África e no Ocidente Brasil: a porta de entrada para a expansão das Novas Religiões Japonesas na África e no Ocidente
Resumo: O paper resumirá o desenvolvimento histórico de “velhas” e “novas” religiões japonesas no Brasil e discutirá a significância sociológica das respectivas correntes. A analise levará em conta que desde os anos 1970s o campo em questão não mais se caracteriza exclusivamente como um conjunto de religiões importadas e preocupadas com seus traços étnicos. Em vez disso observa-se desde os anos 1970 uma segunda dinâmica, ou seja, a volta de membros de famílias nipo-brasileiras para o pais dos seus antepassados que às vezes resulta em uma a espécie de uma ”missão inversa” no Japão com efeitos inovadores sobre as referentes religiões no seu contexto original.  Essa situação não é muito diferente da de pastores e leigos no meio de imigrantes africanos que visam a revitaliza o Cristianismo na Europa da qual derivou grande parte do Cristianismo africano.
17h — 17h30 Debate final
17h30 — 18h30 Sessão de Encerramento

 

Quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Roteiro Cultural: Visita ao Solo Sagrado de Guarapiranga (Opcional)
9h Saída da Fundação Mokiti Okada
10h

Chegada ao Solo Sagrado de Guarapiranga

Passeio até o Centro Cultural

11h30 Explicações sobre o Solo Sagrado
12h30 — 13h30 Almoço
13h30 — 14h30 Apresentação do  Prof. Hideaki Matsuoka (Universidade Shukutoku – Japão) sobre “Paisagem e religiosidade no Japão”
14h30 — 15h15 Apresentação do professor Carlos Roberto Sendas Ribeiro (FMO-SP)
"Solo Sagrado de Guarapiranga – um protótipo do paraíso à brasileira"
15h15 — 15h30 Debate final
15h30 Saída do Solo Sagrado de Guarapiranga

 

Eventos paralelos – de 24 a 27 de agosto (na FMO, Vila Mariana)
- Exposição de Artes Artistas Nipo-Brasileiro (acesse o site aqui)
- Exposição: Histórico das Instituições Religiosas de origem japonesa presentes no Brasil (regulamento em informações)

* programação sujeita a alteração.

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