CPMO visita Núcleo de Produção de Sementes Ataliba Leonel

Por Aline Pagliarini, MTB – 74428/SP | 5 de janeiro de 2016

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) lançou, em 2014, a primeira semente de milho orgânica certificada da variedade AL Avaré. Diversas outras variedades convencionais foram igualmente desenvolvidas na Fazenda Ataliba Leonel, pela equipe de técnicos do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM/CATI), entre elas a AL Bandeirante, variedade mais plantada no Brasil. O prefixo AL vem de Ataliba Leonel, nome da fazenda onde as cultivares foram desenvolvidas.

O local, inicialmente chamado Fazenda de Milho Híbrido Ataliba Leonel, foi criado em 1941 pelo governo estadual, por meio de uma desapropriação, para desenvolver pesquisa e produção de sementes de milho híbrido. Com o passar do tempo, as necessidades se ampliaram, e a fazenda deixou de produzir, exclusivamente, sementes de milho e passou a produzir sementes de outras espécies, como feijão, soja, arroz, trigo e aveia. Assim sendo, o nome foi alterado para Núcleo de Produção de Sementes Ataliba Leonel e passou a ser de responsabilidade da CATI.

Dentro deste contexto e com o desenvolvimento de projetos genético de milho, com a finalidade de cultivo orgânico do alimento, o grupo de colaboradores do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento de Sementes do Centro de Pesquisa Mokiti Okada (CPMO) realizou uma visita técnica, em agosto de 2015, para conhecer as práticas de quem já atua há quase 30 anos na pesquisa, especificamente, com milho.

Localizada no município de Manduri, sudoeste do Estado de São Paulo, a 220 km de Ipeúna, a fazenda conta com mais de 4 mil hectares de área, sendo 2 mil hectares de área agricultável, 500 hectares de área irrigada por pivô central. Conta, também, com uma unidade de beneficiamento de sementes e três armazéns, com área total de 3.140 metros quadrados, além de 250 metros quadrados de área de armazenagem em câmara seca.

A equipe técnica do setor de Pesquisa e Desenvolvimento de Sementes do CPMO, composta por Guilherme Souza, Yuri Daniel e Antonio Parra, se deslocou até Manduri com o objetivo de aprender um pouco mais sobre a prática de experimentação de campo, acompanhando funcionários da fazenda que possuem em média 25 anos de experiência na área. A prática observada contribuirá nas atividades do CPMO, ganhando em produtividade e eficiência nos projetos desenvolvidos bem como em qualidade.

Após a avaliação dos ensaios de cultivares, a equipe conheceu um campo de produção de sementes de um cooperado da CATI, onde estavam sendo multiplicadas as sementes de AL Avaré. As plantas se mostraram muito firmes e bem desenvolvidas, o que se refletiu nas espigas, que se apresentaram bem granadas e com numerosas fileiras de grãos.