Cultura e Arte realiza encontro sobre o artista Tikashi Fukushima

Por Aline Pagliarini, MTB – 74428/SP | 22 de janeiro de 2018

O Solo Sagrado de Guarapiranga receberá, em 28 de janeiro, a família do artista Tikashi Fukushima; a curadora e crítica de arte Leila Kiyomura e os pesquisadores Michiko Okano, Joel La Laina e Atílio Avancini, do Grupo de Estudos Japoneses da Universidade de São Paulo (SP). Os convidados conversarão com o público sobre o artista e suas obras que representam o abstracionismo no Brasil.

O encontro ocorrerá no Centro Cultural, do local, onde as obras compõem a exposição “Tirashi Fukushima: Quando os ventos sopram cores”, em cartaz até 9 de março. Para participar do encontro, é necessário agendamento nos contatos: (11) 5087-5086 ou [email protected]

O Solo está localizado à Av. Profº Hermann Von Ihering, 6567, Jardim Casa Grande (antiga Estrada do Jaceguai), Parelheiros – São Paulo (SP).

 

Curadoria

Com curadoria de Leila Kiyomura e do Setor de Cultura e Arte, da FMO, a exposição exibe a trajetória do artista, com a maioria das obras do acervo da própria Fundação e gravuras de acervos particulares. Há ainda objetos pessoais que representam um pouco de sua vida cotidiana. A mostra apresenta também um vídeo produzido por Leila Kiyomura, a partir de sua pesquisa de mestrado sobre o artista intitulada: “Tikashi Fukushima: Um sonho em quatro estações.”

 

Sobre o artista

Tikashi Fukushima  nasceu em Fukushima, no Japão, em 19 de janeiro de 1920, e chegou ao Brasil, em 24 de fevereiro de 1940, residindo no interior de São Paulo até seu falecimento, em 2001. Ele faz parte da geração de imigrantes japoneses pré-guerra que iniciou suas atividades na agricultura, mas logo despertou interesse para as artes plásticas.

Um de seus primeiros amigos, no Brasil, foi Manabu Mabe que na época também sonhava em ser pintor. E, ele teve como mestre, Tadashi Kaminagai com quem trabalhou na molduraria, no Rio de Janeiro, em 1945.

Em 1949, abriu a molduraria e galeria Fukushima, na praça Guanabara, em Itu (SP). O local tornou-se ponto de encontro de artistas onde, posteriormente, ele fundou o Grupo Guanabara, com Arcangelo Ianelli, Ademir Martins, Takeshi Suzuki, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, o casal Armando e Alzira Pegorari, e integrantes do Grupo Seibi.

O artista foi reconhecido como um dos precursores do abstracionismo no Brasil. Ele recebeu diversos prêmios e suas obras integram acervos no Brasil e no exterior.