Residência Cultural Artística 2017 ocorre no Solo Sagrado de Guarapiranga

Por Aline Pagliarini, MTB – 74428/SP | 24 de julho de 2017

O setor Cultura e Arte, da Fundação Mokiti Okada, realizou, entre os dias 15 e 16 de julho, a Residência Cultural Artística 2017, no Solo Sagrado de Guarapiranga, em São Paulo (SP).

A atividade estimula a reflexão sobre a capacidade humana de perceber poeticamente o mundo e trabalha a consciência referente à arte de alto nível na formação integral do ser. A experiência de contemplação e de imersão na natureza é de intencionalidade, pois a pessoa necessita do Belo natural gerado na familiaridade do meio do qual ela faz parte.

A residência contou com a participação de 25 agentes culturais de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Adriana Bizezenski, participante de Curitiba diz: “Foi um presente refletir sobre arte com pessoas que têm a mesma noção de sagrado que eu. Vim com muitas expectativas e elas foram mais que preenchidas.”

“A atividade no Solo Sagrado foi muito importante para mim, pois tive a oportunidade de ampliar meus conhecimentos por meio de vivências artísticas, ao mesmo tempo em que tive a permissão de usufruir da atmosfera de um lugar tão especial e iluminado. Essa experiência contribuirá para o aprimoramento e desenvolvimento da minha missão”, declara Corina Ishikura, de São Paulo.

A agente cultural Juliana Braz, do Rio de Janeiro, afirma: “O mais importante é sentir e explorar nossa percepção, ir além do óbvio, além do visto. Creio que essa dinâmica foi maravilhosa para treinar nosso jeito de sentir a arte em todas as coisas.”

Fábia Escobar, de São Paulo, relata: “Participar da atividade veio ao encontro dos questionamentos que tenho em meu trabalho atual. Penso sobre como nos relacionamos com a matéria de forma tão descartável e sobre a vida superficial que nos faz perder os detalhes.”

De acordo com a participante de São Paulo, Tina Scott, o setor deve continuar com a atividade, pois o processo de criar desperta a espiritualidade e compartilha processos engrandecedores: “Descobri que precisamos estar abertos à intuição, sem nos prender a regras, a fim de que a criatividade flua. A troca de experiência foi fundamental, e o resultado do meu trabalho foi surpreendente.”