Hatsu ike marca início das atividades do Sanguetsu

Por Aline Pagliarini, MTB – 74428/SP | 10 de fevereiro de 2017

A Ikebana Sanguetsu, da Fundação Mokiti Okada (FMO), realizou a cerimônia do “Hatsu ike – A primeira flor do ano”, em 4 de fevereiro.  O gesto é símbolo de agradecimento a Deus e à natureza pelas bênçãos recebidas no ano anterior e o pedido de proteção para o novo ano. O evento ocorreu em São Paulo (SP), com a participação de cerca de 800 pessoas, entre elas professoras de ikebana, voluntários e integrantes do Coral Mokiti Okada, da FMO.

Com galhos de uva e orquídeas brancas, o responsável pelo Sanguetsu Erisson Thompson ornamentou o arranjo floral. A confecção foi feita ao som das vozes e instrumentos do coral. Ele conta que: “As orquídeas, em japonês, significam muitas coisas boas. Eu vivifiquei a flor pensando nos convidados. Devemos conversar com a flor, sentir a presença de Deus, a flor é Deus.”

Durante a cerimônia, houve apresentações de teatro mostrando o dia a dia do professor de ikebana e o caminho que ele percorre. Os convidados também participaram de um momento de sensibilização, por meio de uma mensagem. Cada um deles ganhou uma flor em formato de broche para ser colocada próxima ao coração. E, também, as professoras receberam aproximadamente cinco mil certificados para serem entregues aos alunos, de todas as regiões do Brasil, que cursaram as aulas de ikebana em 2016.

O presidente da FMO, reverendo Miguel Bonfim, agradeceu a dedicação dos professores no caminho do Belo e na formação do elemento humano, e explicou o significado da primeira flor do ano. “No Japão, as primeiras flores aparecem no início de fevereiro, após o derretimento da neve. Desde modo, Mokiti Okada colhia, vivificava e oferecia a Deus seu sentimento de gratidão”, conclui.

Na ocasião, Bonfim também apresentou as novas diretrizes da Ikebana Sanguetsu. Segundo ele, Thompson será o coordenador internacional do Sanguetsu na América Latina, África e Europa e o responsável pela Coluna do Belo na Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB). A coordenação nacional do grupo ficará com a professora Maria de Lourdes Oliveira Francisco e, para auxiliá-la, terá uma comissão formada por três professoras e uma consultoria composta por duas professoras.

Para representar a oração em forma de flor, as professoras realizaram uma montagem coletiva do arranjo de ikebana. Ao final do evento, ocorreram as explanações referentes ao processo de avaliação e qualificação 2017 do Sanguetsu, a fim de formar novos professores e unificar as atividades no país.

Para Miriam Tomaz, de Santos (SP), professora de ikebana há 21 anos, o evento foi do jeito brasileiro. “A cultura oriental é muito linda, mas essa pitada brasileira foi essencial”. E continua: “Pretendo levar para meus alunos a renovação de hoje, pois a flor faz toda a diferença em nossas vidas. Ela é o veículo para que possamos fazer o mundo melhor”, enfatiza. 

Professora de ikebana há 10 anos, Regina Celia Probst, de Florianópolis (SC), expressa: “A cerimônia é sempre muito especial e este ano tocou minha alma. Conforme foi orientado ‘Veja Deus, sinta Deus’, eu estava pegando a flor e sentindo Deus.”

 

Fonte: Assessoria de Comunicação
Fundação Mokiti Okada
Jornalista: Aline Pagliarini
MTB – 74428/SP