Hatsuike marca início das atividades de 2018 da Ikebana Sanguetsu

Por Aline Pagliarini, MTB – 74428/SP | 7 de fevereiro de 2018

A equipe de Ikebana Sanguetsu, da Fundação Mokiti Okada (FMO), realizou, em 3 de fevereiro, a cerimônia “Hatsuike – A primeira flor do ano”. O gesto representa o agradecimento a Deus e à natureza pelas graças recebidas no ano anterior e o pedido de proteção para o ano novo. O evento ocorreu em São Paulo (SP) e contou com a participação de aproximadamente 600 pessoas.

Ao som de tambores, a celebração iniciou com apresentação de taiko (conjunto instrumentos japoneses de percussão) e sob as vozes do Coral Mokiti Okada, a coordenadora nacional da Ikebana Sanguetsu, Maria de Lourdes de Oliveira Francisco, conhecida como Marilu, ornamentou o arranjo floral que simboliza o começo das atividades do Sanguetsu.

Marilu contou um pouco de sua trajetória dentro do Sanguetsu e agradeceu às professoras pelo trabalho desenvolvido em 2017, com a formação de 6.370 alunos de ikebana no Brasil. Ela orienta: “Quem deseja ser feliz deve tornar feliz o próximo. Precisamos observar, além da nossa família e dos nossos amigos, quem está próximo”, diz.

Na ocasião, a professora de ikebana, Elizabete Nascimento Prado, do Guarujá (SP), relatou sua experiência de fé com a distribuição de pequenos arranjos de ikebana, e a professora, Josefina Toshiko Kobayashi, cantou, em japonês, a música “Seja como uma flor.”

Cantando a música “Como vai você”, de Roberto Carlos, o presidente da FMO, Miguel Bomfim, deu boas-vindas aos participantes. Segundo ele, a diretriz deste ano para o Sanguetsu é a mesma de 2017: “Nossas ações devem ser sempre motivadas pelo sentimento de gratidão e renascimento. O professor de ikebana precisa se esforçar para, além de ensinar a técnica da confecção do arranjo floral ao aluno, treinar o altruísmo para cuidar dele”, conclui.

Professora de ikebana desde 1997, Regina Maria da Cunha Melo, do Rio de Janeiro (RJ), destaca a orientação do presidente da FMO: “Devo cuidar, especialmente, da formação de professores ligados a mim, para que eles possam levar o cuidado aos seus alunos. É cuidando que a gente é cuidado por Deus”, afirma.